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Claudio Marzo, ator


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Klaus Vianna, autor e ator


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O Autor

Fernando Pessoa

A Obra

Excertos da obra de Pessoa

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Fernando Pessoa, 1888 - 1935
Fernando Antonio Nogueira de Seabra Pessoa foi e continua sendo um dos poetas portugueses de maior expressão, quer em Portugal quer internacionalmente. Suas obras estão traduzidas em diversos idiomas e são objeto de análise e interpretação em várias escolas e universidades, tal a complexidade e riqueza dos seus heterônimos.  Dentre os heterônimos mais conhecidos podemos citar : Ricardo Reis, Álvaro de Campos,  Alberto Caeiro e Bernardo Soares.
Heterônimos são, simplisticamente falando,  assinaturas por assim dizer, que Fernando Pessoa utilizava ao escrever. Estes heterônimos têm personalidade distinta do autor e formas também distintas de enxergar o mundo, ilustrando deste modo a plêiade de sentimentos que inundavam Fernando Pessoa ele mesmo.

Fernando Pessoa "ele mesmo" é lírico, melancólico, angustiado e transcendente; Alberto Caeiro é rude, simples, humilde; Ricardo Reis é clássico, conciso, abstrato; Álvaro Campos é sensacionalista, entusiástico, exaltador da modernidade.

Obras completas, publicadas em 8 volumes: I. Poesias de Fernando Pessoa (1942); II. Poesias de Álvaro de Campos (1944); III. Poemas de Alberto Caeiro (1946); IV. Odes de Ricardo Reis (1946) (v. MENSAGEM, 3.a edição, 1945); VI. Poemas dramáticos (1952); VII e VIII. Poesias inéditas (1955-1956).

Em inglês: 35 Sonnets e Epithalamium (ambos de 1913), Antinous (1918) e English poems (1921).

Veja os poemas ao lado como um aperitivo, para mais confira os links abaixo.

Os links a seguir, para páginas sobre F.Pessoa são extraordinários para mostrar a obra deste grande poeta lusitano:

Fernando Pessoa

Fernado Pessoa Home Page

Fernando Pessoa - Obra Poetica

 

 

Alberto Caeiro

Aquela senhora tem um piano

Que é agradável, mas não é o correr dos rios

Nem o murmúrio que as árvores fazem...

Por que é preciso ter um piano?

O melhor é ter ouvidos

E amar a natureza.


Fernando Pessoa, ele mesmo

XXXV

E o sentimento de que a vida passa

E o senti-la passar

Toma em mim tal intensidade,

De desolado e confrangido horror,

Que a esse próprio horror, horror eu tenho

Por ele e por senti-lo,

E por senti-lo como tal.

XXXVI

Aborreço-me da possibilidade

da vida eterna; o tédio

de viver sempre deve ser imenso,

Talvez o infinito seja isso...

Já o tédio de o pensar é horroroso.

XXXV

O luar através dos altos ramos,

Dizem os poetas todos que ele é mais

Que o luar através dos altos ramos.

Mas para mim, que não sei o que penso,

O que o luar através dos altos ramos

É, além de ser

O luar através dos altos ramos,

É não ser mais

Que o luar através dos altos ramos.

 


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