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LUBANGO -
A Princesa da Chela
Visite
o Memorial
Sá da
Bandeira - a princesa da Chela, ex-Coimbra de
Angola, agora conhecida como Lubango . Esta página é uma singela homenagem à
cidade que me viu nascer, crescer, desabrochar para a vida e para o mundo.
Repousa
a cidade nas faldas da serra da Chela. Quem ali chega, não pode deixar de
se enamorar pelas suas paisagens, seu clima e suas gentes. Protegida do
"mau olhado" pelo Cristo Rei, na ponta da serra, testemunha privilegiada da
cidade nua a seus pés. Cidade de encanto, ao velho Mendonça das Forças
- Ex-Reitor do Liceu Diogo Cão, jogou seu feitiço e fê-lo trazer para a
cidade as tradições estudantis de Coimbra. As capas negras dos
estudantes esvoaçavam pelas escadarias do Liceu, pelo Picadeiro (Rua
principal da cidade) e por todos os lugares. Nasce aqui, com a boemia
estudantil, o Reino de Maconge
(Clique aqui para visitar a página do reino na Web), de memoráveis
tradições, mantidas até hoje.
Leia:
Vamos
ao Lubango - crônica de Aida Maria Saiago
Fonte
Luminosa e Sé Catedral 
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A cidade iluminada para o
Natal, destacando-se a Radio Foto Bazar à direita.
A rua Pinheiro Chagas,
conhecida como "Picadeiro", pois era ali que os lubanguenses
passeavam aos domingos para ver as "montras"- vitrines das
lojas e para bater um bom papo apreciando um café, pastéis de
nata, na Florida, na Tirol ou no Combinado, entre outros.
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O "Picadeiro"
durante o dia
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Galeria de fotos -
Nesta galeria você encontra bastantes fotos do Lubango, visite-a. Clique
nas mini-fotos para ampliação.
Memorial sobre a cidade de Sá da
Bandeira - LUBANGO
| 1627 |
Primeira expedição
à região planáltica, pelo capitão-mor de Benguela, Lopo Soares Lasso |
| 1764 |
A notícia das
condições excepcionais das terras e do clima da Huila inspiram ao
Governador D. Francisco Inocêncio de Souza Coutinho os primeiros planos
de ocupação do sul. |
| 1769 |
Criação da
povoação de Alba Nova, mais tarde simplesmente Huila, para onde seguem o
capitão-mor Antonio Rodrigues Algarve e o padre Capuchinho, Gabriel de
Braga, em missão pacificadora. |
| 1789 |
Nomeação para Alba
Nova do capitão-mor Antonio Rodrigues Jardim, após alguns anos de vida
estacionária. |
| 1790 |
Nomeação do
capitão-mor Francisco Inácio de Mira, em substituição do anterior. |
| 1828 |
Nomeação do
regente Felício Matos da Conceição; |
| 1837 |
Nomeação do
alferes João Francisco Garcia, fundador de presídios e fortalezas. |
| 1843 |
Luz Soriano,
funcionário superior do Ministério do Ultramar, apresenta uma Memória
em que se reforçam as idéias de Sousa Coutinho sobre a ocupação do Sul. |
| 1845 |
João Francisco
Garcia regressa a Alba Nova, onde funda um presídio e lança as bases da
colonização do Sul, com o apoio de comerciantes que percorriam o
interior. |
| 1850 |
O Ministro Marquês
de Sá da Bandeira cria o Concelho da Huila. |
| 1856 |
O mesmo titular da
pasta do Ultramar manda distribuir terras aos soldados que desejem
permanecer na Huila, além do subsídio de embarque, sementes e alfaias. |
| 1864 |
Inicia-se a grande
estrada que ligaria Moçâmedes ao planalto, pela região de Capangombe,
passando pelo Bruco e Tchivinguiro. |
| 1866 |
Por esta estrada, o
Padre do Espírito Santo, Carlos Duparquet, sobe a Chela e começa a
exploração das terras altas, em missão científica e evangelizadora. |
| 1880 |
Os bôeres que desde
1652 se fixaram na África do Sul, fugindo à guerra entre holandeses e
ingleses, começaram a instalar-se na Huila, depois de diligências
efetuadas entre o Padre Duparquet e o Governo de Lisboa. |
| 1881 |
Os bôeres chegam à
Humpata a 4 de Janeiro , fixando-se ali com gado e haveres. No mesmo ano,
Duparquet regressa duma viagem à Europa, acompanhado pelo padre José
Maria Antunes, que funda a missão da Huila , mandando arrotear 2000
hectares de terreno e dirigindo uma exploração agrícola em moldes
evoluídos , para exemplo dos nativos. |
| 1882 |
O Seminário de
Luanda é transferido para a Huila, anexo ao qual passa a funcionar um
internato para nativos, onde se ministra o ensino oficial. No mesmo ano,
Duparquet funda a missão do Humbe. |
| 1883 |
A 17 de Janeiro, a
Humpata ascende à categoria de concelho, com uma Comissão Municipal
formada por bôeres, sendo administrador o alferes Artur de Paiva, que vem a
casar com a filha do chefe da colônia boer, o comandante Jacobus Botha. |
| 1884 |
A 19 de Novembro,
chegam a Moçâmedes os primeiros Madeirenses que se destinavam à
colonização do planalto, num total de 222 pessoas, entre homens,
mulheres e crianças. |
| 1885 |
A 16 de Janeiro,
chega ao vale do Lubango, num local conhecido por Barracões, a segunda
leva de madeirenses, sendo a 19 do mesmo mês fundada oficialmente a
colônia de Sá da Bandeira, em homenagem ao Marquês com o mesmo nome,
que chefiava o Ministério do Ultramar, ficando a ser dirigida pelo
condutor de Obras Públicas. D. José da Câmara Leme. No mesmo ano, chega
ao planalto a segunda colônia madeirense, num total de 336 pessoas, 42
das quais se deslocam para as margens do rio Chimpumpunhime, fundando a
povoação de São Pedro da Chibia, a 16 de Setembro. |
| 1887 |
É construída a
residência da Administração da colônia de Sá da Bandeira, ocupada por
Câmara Leme. |
| 1889 |
Dado o
desenvolvimento desta zona, cria-se o Concelho do Lubango, nome de um
antigo soba "Kaluvangu" que vivia na região. |
| 1890 |
Instala-se nas
margens do rio Caculuvar, distante oito quilômetros, uma sucursal da
Colônia de Sá da Bandeira. |
| 1891 |
Funda-se a Missão
do Jau. É eleita a primeira Câmara do Lubango, sob a presidência de
João Gonçalves de Azevedo. |
| 1892 |
Funda-se a Missão
do Tchivinguiro. Artur de Paiva, administrador do Conselho da Humpata é
nomeado intendente da colonização branca em todo o planalto. |
| 1894 |
Funda-se a Missão
da Quihita. |
| 1896 |
Câmara Leme é
transferido para S. Tomé. |
| 1898 |
Funda-se a Missão
do Munhino, prolongamento da Missão mãe da Huila, onde os padres
Bonnefoux e Lecomte desenvolvem ação notável. |
| 1900 |
O senso deste ano
assinala 1575 habitantes no Lubango, sendo 1248 da raça branca. |
| 1901 |
A 2 de Setembro é
criado o Distrito da Huila, sendo o Lubango elevado à condição de Vila
de Sá da Bandeira, começando a Humpata a perder a sua importância
militar e administrativa. |
| 1906 |
Chega a Sá da
Bandeira a primeira professora oficial, Dona Irene Betencourt de Medeiros
Portela, com ela começando a instalação do ensino oficial, antes
confiado às Missões. |
| 1908 |
O Governador da
Huila, capitão João de Almeida, lança as bases do desenvolvimento da
futura cidade. |
| 1910 |
Ainda no governo de
João de Almeida realiza-se a primeira Exposição feira Agro-Pecuária. |
| 1915 |
O General Pereira
D'Eça termina praticamente com as guerras de ocupação. |
| 1918 |
Chegada da
Esquadrilha Expedicionária de Aviação. |
| 1919 |
Funda-se a Escola
Primária Superior, a Associação Comercial e Agrícola, a Associação
dos Empregados do Comércio e, provavelmente neste ano, aparece o primeiro
jornal, de natureza panfletária, O CLARIM, de Joaquim de Figueiredo. |
| 1923 |
Sá da Bandeira é
elevada a cidade, no dia 31 de Maio, por proclamação, na residência do
Governo Geral, na Humpata, do Alto Comissário da República, General
Norton de Matos. Neste mesmo ano, atinge Sá da Bandeira o caminho de
ferro de Moçâmedes. |
| 1929 |
A Escola Primária
Superior, com ensino até o terceiro ano, dá lugar ao Liceu Diogo Cão.
Sá da Bandeira tinha nessa data uma população estudantil da ordem de
meio milhar. Funda-se o jornal "Notícias da Huila" sob a
direção de Venâncio Guimarães, sendo chefe de redação o jornalista
Filipe Coelho. |
| 1932 |
O Padre Carlos
Estermann , que se viria a notabilizar como etnógrafo, assume a direção
das Missões. |
| 1935 |
Em função do
desenvolvimento de Sá da Bandeira, surge o Vicariato Geral da Chela, sob
a direção do Padre Carlos Estermann. Neste mesmo ano a Huila ascende a
Província, sendo a quinta da nova divisão administrativa de Angola. |
| 1937 |
O Liceu Diogo Cão
passa a ministrar o 7º ano, tendo 150 alunos, e é fundado o colégio das
Doroteias, "Paula Frassinetti". Cria-se o Aero Clube da Huila. |
| 1939 |
Funda-se o Radio
Clube da Huila. |
| 1942 |
É lançada a
primeira pedra da Escola Agrícola do Tchivinguiro. |
| 1949 |
O Caminho de ferro
atinge a Chibia. |
| 1953 |
O Caminho de ferro
atinge o Chiange. Chegam à Matala os primeiros colonos, no seguimento de
um programa de colonização do Inspetor Superior, Engenheiro Trigo de
Morais, que começara com a construção da barragem hidroelétrica sobre
o Cunene. Começa-se a publicar o "Jornal da Huila", sob a
direção do Comandante de Marinha, Venâncio Guimarães Sobrinho. |
| 1954 |
O ensino local é
valorizado com a abertura da Escola Industrial e Comercial e um curso de
Professores, que se propunha ser o embrião da Escola de Magistério
Primário. |
| 1955 |
O Caminho de Ferro,
em direção ao leste, atinge a Matala. Funda-se a Corporação dos
Bombeiros Voluntários de Sá da Bandeira. |
| 1956 |
Chega a Sá da
Bandeira o seu primeiro bispo, D. Altino Ribeiro de Santana. |
| 1957 |
A Escola do
Tchivinguiro ascende à categoria de Escola de Regentes Agrícolas. |
| 1959 |
Inicia-se em Sá da
Bandeira o primeiro movimento pró - Universidade de Angola. A cidade
conta por esta altura cerca de 30000 habitantes. |
| 1961 |
É criado o
Instituto Comercial. |
| 1962 |
O Governador
Venâncio Deslandes anuncia a criação dos Estudos Gerais
Universitários, em bases que vêm a ser julgadas inconstitucionais pelo
Governo de Lisboa. |
| 1963 |
São efetivamente
criados os Estudos Gerais Universitários, em Luanda, com delegações
em Sá da Bandeira e Nova
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Lisboa. Cria-se no mesmo ano a Escola do
Magistério Primário. Funda-se a Editorial Imbondeiro, sob a direção de
Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme, que constitui a primeiro movimento
editorial angolano. A Câmara Municipal realiza o I° Encontro dos
Escritores de Angola. |
| 1966 |
Começam a funcionar
os Cursos dos 8º e 11º grupos e as Pedagógicas, na Delegação dos
Estudos Gerais. |
| 1968 |
Começa a funcionar
o curso de Ciências Matemáticas. |
| 1969 |
Extinguem-se os
cursos de preparação de professores e criam-se os bacharelatos de
Românicas, História, Geográficas, Pedagógicas e Matemáticas. É
criada a Escola do Ciclo Preparatório "Marquês de Sá da
Bandeira", logo frequentada por cerca de 1000 alunos. |
| 1970 |
O senso deste ano
dava à cidade e arredores cerca de 50000 pessoas e 85000 no concelho do
Lubango. |
| 1973 |
Sá da Bandeira
festeja o cinqüentenário de sua elevação a Cidade, contando, com as áreas
circunvizinhas, cerca de 60000 habitantes, 6560 aluno primários
nas área do concelho, cerca de 4000 no ensino secundário, meio milhar no
ensino médio e outro tanto no ensino superior. Para assinalar a
efeméride a Câmara Municipal realiza o Festival Internacional de
música, com a presença de artistas de várias partes do mundo, sob a
direção do pianista Sequeira Costa, e constrói o Monumento ao Marquês
de Sá da Bandeira. |
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