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Ando
Ando
Por aqui às avessas
Na transversal de mim mesmo!
Sólido caminhar na
escuridão do cotidiano
Vasculhar de memórias sem
nexo
Que intempérie
Meus desejos
Vôo cego na penumbra dos
atos
Soluço vago na ferveção dos pensamentos
Resisto,
persisto,
renego?
Não sei se me arrasto!
Abril 1998
Ondas na praia dos sonhos
Ah!
A onda suicida
Abraça a areia na longínqua praia!
A criança
alheia ao tresloucado gesto
recolhe as conchas do mar.
Abril 1998
BALADA P/
CLINTON & MONICA LEWINSKI
Há crianças mortas no céu de Bagdá!
Alada ignomínia avança, célere, em busca
do espaço
Na calada noite de diálogo surdo
Dos ditadores de plantão.
Matar pouco importa!
Morte é preço pouco para aplacar o sexo
inacabado.
A bomba fatal
explodirá
qual orgasmo reprimido
No salão oval.
1998
XIII
De repente
Eu,
Tu,
Nós…
O céu e o mar
Nossos corpos
O sol,
O luar,
Os meninos correndo
Solidão,
De repente!
12.05.77
Visão

A
Terra,
vista
do alto
de
tão bem vestida que está
parece
que vai à missa...
De
perto
bem
sabemos
o
rosário por que passa!
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