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Silva Porto, hoje
conhecido como Cuito (Kuito) , capital da provincia do Bié, foi fundada pelo explorador
português do mesmo nome. A cidade está hoje praticamente arrasada pelos constantes
conflitos entre a UNITA e as forças do exército angolano, lamentavelmente.
A província do Bié
tem cerca de 72.000Km2.
Em forma de coração, Bié é uma planície situada no centro geográfico de
Angola, entre as coordenadas de 10º 34’ e 14º 18’ de latitude Sul e 15º
42’ e 19º 13’ de longitude de Greenwich.
Confina a norte com as províncias de Malanje e Lundas sul e norte, a leste com
a Lunda- Sul, Moxico e Kuando Kubango e a sul ainda com Kuando Kubango e a oeste
o Huambo, Kwanza Sul e Huíla.
No Bié nascem alguns dos mais importantes rios de Angola, sendo a sua bacia
hidrográfica a mais rica do país.
O maior rio de Angola, o Kwanza, nasce perto do Mumbué, no Bié. Na parte leste
situam-se os rios Luando e Cuemba.
A região tem um clima temperado húmido tendo o privilégio facto de se
encontrar abrangida por isotérmicas anuais entre os 19º e os 21º, o que torna
a zona especialmente apta para a agro-pecuária. Tem duas épocas distintas e
ausência do chamado “pequeno cacimbo” que se verifica na maior parte das
regiões de Angola. A época quente ou das chuvas observa-se entre Outubro e
Abril com índices de precipitação de 1.000 a 1.400 mm. O cacimbo estende-se
de Maio a Setembro, e a temperatura média do ar, no mês mais frio do ano
situa-se entre os 2º e os 10º C, enquanto que no mês mais quente varia entre
os 18º e os 25ºC.
A província do Bié,
particularmente a sua capital, Kuito, são já conhecidos como mártires. Está
quase totalmente em escombros.
A província foi
submetida a uma guerra com proporções e uma espécie de encarniçamento
tristes de descrever.
A partir do momento
em que Jonas Savimbi contesta os resultados saídos das eleições gerais de
1992, a cidade do Kuito e toda a sua população foram arrastados para esta catástrofe
que durou vinte e um meses.
O balanço é
bastante trágico. Estima-se que mais de sessenta mil pessoas terão morrido
durante a guerra. Não foram poupados velhos, crianças e mulheres. Quem
tentasse atravessar uma rua, em busca de água ou de alimento, era abatido por
franco-atiradores. Os edifícios públicos, majoritariamente do estilo do
século XIX, duma cidade com mais de 132 anos de vida, foram totalmente
destruídos em apenas 21 meses.

Foto da praça principal de Silva
Porto |

Esta é uma foto da casa onde viveu
e morreu o explorador português Silva Porto |
 Edificio dos
Correios de Silva Porto |

Cabana anexa à casa
de Silva Porto |
| Fotos acima são uma cortesia
de Fernando Costa, hoje vivendo na Austrália.
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